Revolução Escolar

Como é meu começo escrevendo artigos públicos, tenho tido alguma dificuldade em escolher
temas sobre os quais escrever.

Há uma gama de assuntos que precisam ser tratados nos círculos conservadores, uma gama
absolutamente extensa e complexa que por vezes acaba gerando confusão na cabeça daqueles
que decidem por tomar para si o papel de analistas da situação.

É de fato uma pretensão enorme se imaginar analista de uma situação tão caótica e tão
assustadora como a que se vive hoje em todo o país. Vivemos tempos que certamente
antecedem uma guerra – em alguns círculos mais abstratos essa guerra é real e já vem sendo
lutada há décadas, com uma lista de baixas enormes para o nosso lado.

Durante muitos anos nós, conservadores, fomos agentes passivos do processo. Estivemos
sofrendo golpes sucessivos, bem articulados, bem armados e executados sem maiores
problemas. E foram ataques tão bem orquestrados, tão bem executados, que chegamos ao
ponto em que simplesmente deixamos de ser inimigos; não havia mais um movimento
conservador, uma mentalidade conservadora que necessitasse ser combatida. Havíamos sido
totalmente superados. Para nosso bem, por intervenção Divina certamente, essa grande
derrota criou oportunidades. Fomos derrotados de tal forma no campo das ideias e das ações
que nosso inimigo creu piamente que havia vencido a guerra, e mesmo nós, os poucos
conservadores conscientes que restaram, pensamos que havíamos de fato a perdido.

Mas nosso Deus é eterno, onipotente e misericordioso. E foi justamente na vitória do inimigo
que nos vimos novamente de volta ao jogo. De repente a mentalidade conservadora, que
havia supostamente sucumbido e sido superada, retornou à superfície num arroubo de
vitalidade e com a força avassaladora de uma fera há muito adormecida, como que
hibernando. Agora esse grande urso pardo estava desperto, alerta e faminto.

Na ilha de Upaon-Açú a fera sempre esteve mais sonolenta que em sono profundo, vivendo de
pequenos encontros entre amigos em shoppings, nas suas casas durante os fins de tarde e nas
igrejas. Em 2013, com o que alguns chamaram de primavera brasileira – em referência à
primavera árabe – houve finalmente a explosão: a consciência política e cívica despertou
repentinamente na massa ainda desorganizada e disforme. O que houve em junho daquele
ano não foi uma onda de protestos de pessoas politizadas e conscientes saindo às ruas para
manifestar suas indignações, nada disso. O que ocorreu naquele ano foi que reagindo a uma
cadeia de estímulos psíquicos e coletivos muito bem empregados por determinadas facções da
nossa sociedade, a massa reagiu. É uma regra básica da física, a terceira lei de Newton: para
toda ação há uma reação igual ou equivalente. E a reação veio.

De repente as ruas estavam cheias de gente, famílias inteiras andando pelas ruas
protestando… Contra o que?

A realidade sobre junho de 2013 é que as reivindicações nunca foram o cerne da questão.
Nunca importou contra o que eu estava protestando na ponte do São Francisco, nunca
importou o que indignava você, nunca importou o que nós queríamos ou não. A verdade é que
nós sequer sabíamos o motivo real de estarmos ali, não sabíamos o que deveria ser
combatido, não sabíamos sequer por que, de repente, passamos a nos importar com a classe
política do nosso país. Junho de 2013 talvez tenha sido o experimento social mais bem
sucedido da última década no nosso país, com o único objetivo de gerar força de ação que
pudesse ser canalizada para os motivos desejados pelas mesmas facções que o conduziram.

E aí, mais uma vez, a ação Divina mudou o curso da história. O que nossos inimigos não
esperavam era que a força que eles criaram e que pretendiam canalizar tomasse proporções e
rumos maiores e diferentes do que o que era esperado.

Fato: tão logo a força de ação surgiu nas ruas das grandes cidades do país, movimentos à
esquerda, revolucionários e socialistas surgiram para apropriar-se e dirigir a massa em fúria.
Lembro-me especialmente do episódio da quase invasão da prefeitura de São Paulo, que ficou
absolutamente cercada por milhares de pessoas em fúria: coquetéis molotov foram usados,
surgiram ali os primeiros mascarados e os Black Blocks.

O objetivo havia sido alcançado.

Mas vamos voltar à ilha, vamos falar de São Luis.

Naquele mesmo ano de 2013, logo após os eventos de junho, comecei minha caminhada em
busca de uma identidade e de uma estrutura política que me permitisse canalizar e utilizar
aquela revolta que havia estourado dentro de mim como em tantos outros, inclusive amigos
meus e colegas de escola. Cursei o ensino médio na Escola Estadual Paulo VI, que se encontra
dentro do Campus da Universidade Estadual do Maranhão, e foi ali que tive contato com duas
entidades de importantíssimo papel na vida política e social da cidade de São Luis: a MEI –
Movimento Estudantil Independente, que de “independente” tem só o nome -, e a JSB –
Juventude Socialista Brasileira vinculada ao PSB.

Durante alguns meses estive ativamente envolvido na campanha de eleição de grêmio
estudantil dentro da Escola Estadual Paulo VI, sendo candidato ao cargo de diretor de esportes
– só um nome bonito pra um cargo que eu jamais exerceria e que tinha em seu motivo de ser a
simples excitação do meu ego, despertando o sentimento de estar fazendo algo grande e
importante para aquela comunidade.

O fato é que aquela eleição de grêmio nada tinha a ver com as necessidades e os direitos dos
alunos daquela escola e os membros daquela comunidade. Tudo se tratava apenas de qual das
entidades estudantis iria ter controle sobre aqueles jovens, qual deles influenciaria a formação
política daquelas mentes e assim engrossaria suas filas.

Note-se o seguinte: se o movimento conservador havia sido quase que permanentemente
superado no nosso país, como eu disse no início desse artigo, então qual era a verdadeira
batalha travada ali? Quem eram os elementos que digladiavam-se pelo controle daquela zona
de formação de mentes e personalidades? A resposta é a um mesmo tempo contraditória e
coerente: se tratava de um conflito entre revolucionários.

Mas como assim? Os revolucionários estavam brigando entre si pelo controle das escolas? Não fazem parte do mesmo movimento? Não têm em comum os mesmos objetivos?

Sim, sim e sim.

Então por que havia ali uma disputa?

Por inúmeros motivos, mas dentre os inúmeros motivos cito apenas três:

1° As entidades mais eficazes, mais ativas e mais eficientes abocanhavam uma maior parte das
verbas estatais destinadas aos movimentos estudantis e até mesmo às escolas através de seus
grêmios;

2° Há entre os movimentos revolucionários – e isso não se restringe apenas aos movimentos
revolucionários estudantis, mas todo e qualquer movimento revolucionário no mundo – uma
diferença de estratégias indo das mais agressivas e descaradas até as mais diplomáticas e
pacíficas;

3° Estratégia das tesouras. Era preciso encenar para o público tal democracia, tal liberdade que
permitisse que grupos divergentes e contrários disputassem os mesmos espaços dentro das
escolas e das mentes dentro da comunidade.

E as disputas eram acaloradas, discussões que beiravam a agressão física e em algumas escolas
mais importantes havia até o roubo das urnas de voto das eleições dos grêmios. Era um
verdadeiro circo revolucionário encenando ali a escolha do destino de toda uma comunidade
estudantil, lidando com o futuro dos jovens estudantes, incutindo-lhes a sensação de poder
sobre o curso das suas histórias locais. A mentalidade revolucionária começava a ser incutida
nos jovens adolescentes de 15 a 18 anos.

O domínio dentro das escolas sempre foi parte integrante da estratégia comunista para
implantar uma nova mentalidade socialista na nação. É aí que se dá o seu principal foco de
atividade, muitas vezes expondo os jovens a situações estapafúrdias, sem objetivo prático
algum senão preparar suas mentes e condicioná-las ao modelo da revolução.

Colocar os jovens em situações de perigo, de violência e de uma vida adulta precoce,
instigando o abuso de bebidas alcoólicas, drogas e até mesmo o comportamento sexual com o
simples objetivo de adequa-los cada vez mais à forma mentis libertina, amoral, materialista e
criminosa é um dos artifícios mais amplamente utilizados pelos movimentos estudantis dentro
das escolas de ensino médio no país e na ilha.

Quero reforçar aos meus leitores – os poucos que me leem agora, e os que futuramente terão
acesso a esses textos – que falo desde a perspectiva de alguém que vivenciou isso de perto. Eu
fiz parte desses movimentos estudantis, e tudo o que irei expor através da Rádio Conservadora
são informações baseadas, sim, em estudos e leituras, mas principalmente em experiências
práticas e reais, vivências que tive no meu período de escola.

Todas as técnicas de manipulação e de indução comportamental que aqui serão divulgadas
foram aplicadas inclusive no autor desses artigos, e creio que caso sejam amplamente
divulgados, como nós da Rádio Conservadora esperamos que sejam, os protagonistas dos movimentos aqui denunciados recorrerão à difamação e ao descrédito da nossa imagem
através da divulgação de eventos e episódios dos quais participei. Mas já fica o aviso: não
planejo esconder nada, nem mesmo aqueles acontecimentos que digam respeito às minhas
experiências com drogas e com os atos terroristas organizados por vocês na cidade de São
Luis. Pelo contrário, isso só vai reforçar a veracidade dos fatos aqui relatados.

Nós da Rádio Conservadora estamos entrando na guerra, e “soldado que vai pra guerra e tem
medo de morrer é um covarde”.

Não há covardes aqui, não há meios homens, não há crianças amedrontadas.

Os soldados estão indo para o campo de batalha e temos Deus Todo-Poderoso lutando ao
nosso lado, Jeová, o Senhor dos Exércitos.

Guerreiros de Cristo, uni-vos!

Comunistas, tremei, pois seu fim se aproxima.


Aos leitores do site e do espaço que agora ocuparei aqui, tenho alguns breves recados a dar:
Pretendo fazer desse tema, a ação dos movimentos estudantis na cidade de São Luis, uma
série de artigos que irão destrinchar o modus operandi dessas entidades criminosas e talvez
esclarecer e contribuir para o surgimento de um movimento conservador que possa combatê-
los e denunciá-los como o que são dentro das escolas: facções criminosas.

Escrevei para o site três vezes por semana a partir da data de publicação deste artigo, sempre
às segundas, quartas e sextas. Caso algo ocorra além do que já foi previamente programado e
que mereça alguma atenção, então haverá um artigo extra abordando o tema, e apesar de
agora morar em São Paulo tentarei escrever sobre temas regionais principalmente da cidade
de São Luis.

Peço a qualquer um que leia esses artigos, amigos e desconhecidos, que queira fazer alguma
contribuição com a Rádio Conservadora e com os textos aqui publicados, que entre em
contato pelas nossas redes sociais. Qualquer contribuição será bem-vinda: perguntas,
comentários, denúncias, notícias e afins.

Ajude a produzirmos um conteúdo de qualidade e atualizado!

Phellyp Martins.

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