NÃO EXISTE SALVADOR DA PÁTRIA!

Pedro Henrique Medeiros

Muitas pessoas ficam decepcionadas e com raiva quando percebem que o professor Olavo de Carvalho e seus alunos dizem que a simples vitória do Jair Messias Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018 não vai resolver o problema; tantas outras pessoas acusam Olavo de Carvalho e seus alunos de ‘depositarem em Bolsonaro todas as suas expectativas e esperanças, elevando o deputado à posição de Salvador da Nação e da Pátria’ (sic). Nada poderia estar mais longe da verdade.

O primeiro grupo possui o que Eric Voegelin chamava de “Fé Metastática”, que consiste na “crença ou esperança numa repentina transfiguração da estrutura da realidade e na subseqüente emergência de uma ordem paradisíaca”. Esse grupo de pessoas imagina que o professor Olavo de Carvalho e seus alunos são adeptos de alguma espécie de ideologia que possui como meta o que também Eric Voegelin chamou de “Imanentizar o Eschaton” (mais ou menos como realizar e trazer o paraíso para a Terra), então ficam assustados quando estão diante de pessoas que NÃO possuem tal fé e NÃO possuem tal desejo utópico.

O segundo grupo está ainda mais equivocado, pois enxerga a Fé Metastática e o Imanentismo justamente nas pessoas que estudaram esses fenômenos e o seu autor, que traduziram as obras do tal filósofo e cientista político responsável pela teoria para o português, e que compõem a ÚNICA parcela da população que está sendo orientada pelo ÚNICO Filósofo Brasileiro vivo que entendeu o real problema, e que uniu pessoas num Seminário de Filosofia – Olavo de Carvalho para formar intelectuais capazes de restaurar, no Brasil, as três coisas que podem reverter o estado de coisas: Língua, Religião e Alta Cultura.

O que muitos não perceberam é que — dentro deste grupo de estudiosos descrito acima — existem alguns poucos que, ao mesmo tempo em que estão focados em seu projeto (que pode levar décadas, mas que até já começou a render frutos em algumas áreas), também estão atentos e ligados nos eventos atuais, que podem ser aproveitados de alguma forma para a execução do plano geral.

Perdemos essa oportunidade nas manifestações de rua em 2015 quando os liberais traíram o movimento e devolveram o poder para as mãos dos políticos; e estamos dedicando algum tempo e atenção às eleições de 2018, focando no apoio intelectual, logístico e estratégico ao Jair Bolsonaro.

Dentro do próprio COF existem vários alunos que não se envolvem nesse assunto de eleições (muitos desanimaram depois da oportunidade perdida de derrubar o Estamento Burocrático em 2015 nas ruas); outros que se acham muito importantes, que esse negócio de política é inferior e que são bons demais para se misturar com a ralé (mesmo que esse envolvimento signifique defender o professor); outros que não possuem redes sociais e nem sabem o que está acontecendo; outros que não se envolvem por acharem que não têm vocação ou tempo para a coisa, e outros, como eu, que decidiram se juntar ao professor Olavo de Carvalho nessa batalha pontual e dedicar algum tempo para esse assunto, porque percebemos o seguinte:

  • que podemos estar chegando a um ponto sem volta;
  • que o professor Olavo precisa de ajuda para se defender de ataques;
  • que, como cidadão brasileiros, realmente temos a chance de, pelo menos, vermos algumas de nossas idéias e valores sendo representadas e divulgadas em um debate presidencial em rede nacional — coisa que nunca aconteceu nos últimos 20 anos;
  • ou, quem sabe e se for da vontade de Deus, que podemos eleger um presidente que apoie, pelo menos em parte, a nossa causa.

Sabemos que Jair Bolsonaro tem um grande desafio e que, se eleito, pode ser derrubado em seguida (assim como Collor), porque usamos ferramentas da História, da Ciência e da Análise Política para avaliar o quadro geral e fazer previsões. Temos o Donald J. Trump nos EUA como laboratório de observação de um presidente patriota em luta direta contra os Globalistas. O President Donald J. Trump é mais forte do que Jair Messias Bolsonaro em algumas áreas (é bilionário) e mesmo assim não está conseguindo governar, porque lá ele combate os 3 Blocos ao mesmo tempo (Russo-chinês, Ocidental e Islâmico). O problema geral do Trump é de falta de assessoria, coisa que Bolsonaro tem à disposição na figura do professor Olavo — nem precisa ser pessoalmente, basta ver o material disponível publicamente. Bolsonaro, até o momento, enfrenta apenas dois Blocos (Russo-chinês e Ocidental). Então, as chances são até boas.

 

Fonte/Autor: Pedro Henrique Medeiros

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